Rui Porto Nunes: “Não tenho sentido de humor”

Rui Porto Nunes

Rui Porto Nunes integra pela primeira vez um núcleo cómico na novela Rosa Fogo, da SIC, e, apesar de dizer que não tem o “sentido oportuno da piada”, garante que se está a divertir muito na pele de Vítor Barbalho. Ser realizador é um sonho que está adiado.

– Integra o elenco de Rosa Fogo, da SIC, e dá vida à personagem Vítor Barbalho. Como é ele?

– É uma personagem extremamente engraçada. Costumo dizer que ele é o cromo 51 numa colecção de 50. O Vítor é um rapaz da terra, que vem a Lisboa a pedido do pai da Carmen e da Aida para as espiar. E acaba por se apaixonar pela Carmen e a Aida por ele. Mas a Carmen não lhe liga nenhuma.

– Inspirou-se em alguém para construir a personagem?

– Inspirei-me em algumas personagens que vejo em séries muito bem feitas, e fui tirar um pouco de duas delas. Depois, acrescentei a inocência e a ingenuidade desta personagem. As nossas cenas são muito ricas e dá para brincar, para desenvolver mais do que o que está no texto.

– Está no núcleo cómico. Como está a correr?

– Estou a divertir-me imenso e a adorar trabalhar com a Susana Mendes [Aida]. Com a Inês Castel-Branco [Carmen] já tinha trabalhado na Lua Vermelha. Pode haver igual, mas melhor não há. Elas são duas colegas fantásticas.

– É a primeira vez que faz o registo da comédia?

–Sim, esta é primeira vez .

– É mais difícil?

– É difícil, porque eu não tenho muito o sentido oportuno de piada, mas os textos estão bem escritos e, por isso, é só apanhar os timings das cenas.

– Não tem sentido de humor?

– Não, não tenho.

– A realização é um sonho entretanto adiado?

– É um sonho adiado. Por enquanto está na gaveta , mas não está esquecido.

Fonte: Correio da Manhã

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